Safari – Aquila Safari

8 de março de 2019

A prioridade da viagem era fazer um Safari, e então pedi ao hotel que fizesse a reserva com transfer incluso para o Aquila Safari, uma reserva onde seria possível encontrar os Big Five (leão, elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo) durante o passeio.

Escolhemos o Safari de meio período pois assim não precisávamos acordar tão cedo. O plano era chegar, almoçar e depois partir para a busca nos carros abertos.

O transfer nos buscou às 9:30h, paramos em uma vinícola para uma pausa e depois seguimos viagem.

Chegamos lá 12:30h e fomos recebidos com vinho e suco.

Almoçamos no hotel com serviço de buffet com sobremesa que já estavam incluídos no passeio e às 13:30h entramos no carro.

 

 

Primeira parada para ver o hipopótamo, mas eles estavam mergulhados no lago.

Depois vimos os rinocerontes, enormes e lindos com seus filhotes!

 

 

Na sequência vimos a família de leões e uma leoa linda nos encarava do outro lado do carro.

 

 

Foi uma mistura de medo com satisfação, eles ali, tão próximos!! Muita adrenalina!

São realmente lindos!

Na sequência vimos a girafa e o oryx, meio escondidos mas deu pra ver.

E as zebras também vimos!!

Mais uma pausa pra vinho e suco e seguimos viagem.

Os próximos foram os elefantes, vinham ao nosso encontro pela estrada e tivemos que recuar, o motorista sempre foi muito consciente do perigo e nos alertou quanto a isso, não há como prever uma reação de ataque de um animal assim, por isso, sempre que havia algum movimento mais brusco ou imprevisível ele ligava o carro e se afastava dos animais. Realmente, se qualquer um desses bichos resolvesse dar uma patada no carro, estaríamos metidos em encrenca.

 

A partir daí nós voltamos, não conseguimos ver o búfalo nem o leopardo, mas mesmo assim foi inesquecível!!

Um céu azul como nunca havíamos visto antes e uma energia maravilhosa!!

Daquelas experiências na vida que precisa viver ao menos uma vez pra conhecer.

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Cape Wheel – V&A Waterfront

7 de março de 2019

No primeiro dia em Cape Town passeamos por V&A Waterfront, um lugar onde passamos a tarde toda, jantamos, e depois voltamos pro hotel pra descansar.

Ao chegar lá, ficamos encantados com a atmosfera do lugar e logo fomos na roda gigante. Sem nenhuma fila, foi ótimo porque assim já nos localizamos na cidade e vimos bastante coisa lá do alto.

A cabine é espaçosa e tem ar condicionado. No total a roda gigante dá 6 voltas completas, o que nos fornece tempo suficiente para tirar selfies, fotos da paisagem, fotos uns dos outros, fazer video e curtir a pura contemplação do lugar.

África com Trigêmeos 🦁

1 de março de 2019

Esse ano escolhemos a África do Sul para comemorar meus 42 anos e conhecer um lugar completamente novo!

Tenho como uma das metas de vida conhecer os 5 continentes e ainda faltava a África. Já havia pisado em uma conexão de viagem, mas na minha opinião não tinha contado.

Preparei as passagens primeiro, depois falei com as crianças e reservei os hotéis. Eles preferiram não ficar em um parque para fazer o Safari, o que eu também tinha ressalvas pois eles ainda tem 9 anos, então, optamos por ficar mais tempo em Cape Town e fazer Safari em uma reserva.

A documentação para entrar no país é meio extensa quando as crianças viajam somente com um dos pais, mas deu tudo certo, autorização, documentos autenticados e vamos que vamos!!

O vôo foi da Latam direto para Johanesburg, 10 horas de viagem, saindo por volta das 18h. A comida era gostosa e os filmes infantis distraíram a molecada antes do sono chegar.

Malas prontas, roteiro desenhado e lá vamos nós para mais uma aventura!

Meus 40 – parte 2

11 de julho de 2018

Fizemos o check in e embarcamos!

Escala rápida em Madrid, que deu pra sentir o primeiro friozinho europeu…..

Sim, eles cansam, ficam “entediados” mas acabam aceitando. se distraem, dormem e brincam enquanto esperam.

Caio cochilando

Caio cochilando enquanto aguardava o novo embarque

Uma das recomendações que dou pros pais é que conversem com as crianças, alertem quando à possibilidade de se perderem, e sempre procurem um local de referência quando chegarem nos lugares. Eu sempre falo onde vamos nos encontrar caso alguém se perca.

No meu caso, cada um levava sua bagagem de mão e sua mochila, o mesmo fazia eu, como eles tinham malinhas, ficava fácil de achar.

Falei que eles teriam que ficar sempre próximos de mim, e que era muito mais fácil eles me verem do que eu ver cada um deles o tempo todo. Foi assim que fizemos, e deu certo.

Quando um queria ir ao banheiro, íamos todos, quando um queria  comer ou beber algo, íamos todos. Sempre juntos.

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No ônibus do avião ao desembarque

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Conexão

Logo partimos para Paris. Chegamos lá à noite e eu havia reservado um transfer do aeroporto para o Hotel. Nesse momento me bateu um desespero controlado, do tipo “o que você está fazendo aqui com três crianças no meio desse mar de gente”, mas respirei fundo, percebi que não tinha como voltar atrás e foquei em procurar o nosso transfer.

Essas logísticas devem ser sempre estudadas quando se está sozinha com crianças, porque uma economia mal planejada pode sair muito mais cara do que um carro exclusivo.

Quando desembarcamos, o motorista já nos aguardava e logo fomos para o hotel. No meio do caminho, o Igor vê a Torre Eiffel e acorda a Ju que cochilava “-Acorda Ju, olha lá”… e aquele monumento maravilhoso estava iluminado e iluminando a noite… a Ju respondeu : “- Me belisca? Porque eu não estou acreditando, parece um sonho”!

E eu, à beira dos meus 40 anos, não contive as lágrimas de felicidade ao ouvir aquela voz da minha filha tão linda que ficará gravada pra sempre na minha memória… Não, não era sonho… mas era uma realidade fantástica mesmo e eu só conseguia agradecer em silêncio aquela contemplação das crianças pela Tour Eiffel, gratidão e gratidão… com uma pitada de iniciativa ; )

Chegamos no hotel e fomos jantar…

Saímos caminhando pela rua e um frio de 5 graus nos apressava. Entramos em um restaurante de esquina e passamos pela cortina…. e pá …. todos pararam o que estavam fazendo e observaram nós 4 aguardando para sermos atendidos ….

Devem ter observado minha cara de choque quando percebi que as mesas eram lindas e arrumadas com aquelas 2-3 taças por pessoa rsrsrs.

Gelei ainda mais… pedi uma mesa para quarto pessoas ao mesmo tempo que falei pras crianças “não tocarem em nada” .

Nos acomodamos e pedimos o jantar… era um bistrô maravilhoso, com uma música agradável, mesas perfeitamente arrumadas e uma comida deliciosa! Chama-se Le Cosi e fica no quarteirão latino de Paris, no 5 arr.

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Pedi minha taça de vinho, suco pra eles, uma sopa de legumes pro Caio, um prato com foigras pro Igor e outro pra Júlia e um macarrão com lagosta pra mim… degustamos cada garfada… mas as crianças não conseguiram comer tudo… acharam o “foigras” forte.

Por fim… voltamos caminhando para o hotel naquela noite fria parisiense e foi maravilhoso!

 

 

 

Meus 40 – parte 1

14 de maio de 2018

Quando eu era um pouco mais nova eu imaginava que entraria na crise dos 40 ao completar essa idade.

Mas não… a crise não veio e acho que talvez venha com os 50, mas desejo mesmo que ela não chegue nunca…. rsrs

E pra comemorar os 40, perguntei para as crianças onde elas gostariam de comemorar comigo, disse a eles então, que meu maior presente seria estar com eles onde fosse o lugar escolhido, e para minha surpresa…. escolheram Paris : )

Imaginem o orgulho da mãe que simplesmente é viciada em viagem ao descobrir que os filhos queriam conhecer Paris e melhor que isso… comemorar meu aniversário lá!!! Quase morri de amores de novo mas logo caí na real pois havia muito trabalho e planejamento pela frente.

A escolha aconteceu no mês de outubro e a viagem seria em fevereiro.

Comecei a procurar passagem aérea com preços menos abusivos e depois de uns dias encontrei tarifas interessantes, porém com escala em Madrid… ok… tínhamos mais um país pra visitar.

O plano então foi chegar direto em Paris e na volta parar uns dias em Madrid para conhecer a cidade também.

Lá fui eu, pesquisando hotéis com quartos quádruplos ou apartamentos familiares para nos acomodar nas cidades.

Dividi o roteiro em 3 etapas:

Paris

EuroDisney

Madrid

Ficaríamos em torno de 10 dias, o que foi suficiente.

O inverno estaria acabando e as temperaturas oscilavam entre 4 e 16 graus… precisava providenciar roupas e calçados para o frio também.

E assim aconteceu.. parece que o tempo voou e logo estávamos nos preparando pra viagem.

Comprei aquelas roupas “segunda pele” para todos, luvas, gorro, casacos, botas e estávamos prontos pra aventura…

3 dias em Paris, 2 na Disney e 3 em Madrid e lá fomos nós …

 

9 anos!!!

5 de abril de 2018

E eles completaram 9 anos!!

Meu Deus como passa rápido! Mas um rápido tão gostoso, aquela rapidez que aquece o coração com tantas lembranças boas de cada fase que eles atravessaram.

Cheguei de viagem no dia do aniversário deles, combinei com o pai que os buscaria de tarde e antes que eles chegassem em casa, tratei de arrumar a decoração da festinha surpresa com tema de cachorro porque eles simplesmente amam nosso pet.

Enquanto eu dormia um pouco porque voltei meio adoentada da viagem, o Daniel e a Luci prepararam o bolo de Kit kat que eles tanto queriam.

Buscamos eles e quando viram a surpresa em casa ficaram encantados!

Cantamos parabéns, comemos bolo e brincamos com as bolhas de sabão.

Como foi véspera da Páscoa, a melhor escolha para fazer a comemoração com os amiguinhos da escola, familiares e amigos foi em outro final de semana. Então, assim que fizermos eu posto aqui e escrevo sobre a festa.

Quanto aos 9 anos, a maior mudança é que eles começam a se tornar mais críticos, pois percebem que são indivíduos separados da mãe e do pai e também do mundo (o que antes achavam que era tudo uma coisa só).

As coisas já não são mais “tão perfeitas” como eles viam, começam a reparar e colocar “defeitos”.

Percebo porque a Júlia já fala que meu cabelo não está penteado, ou que a sobrancelha não está legal… ou comenta dos outros… Os meninos ainda não, pra eles ainda sou perfeitaaaa rsrs (eles amadurecem mais tarde mesmo – fato comprovado por mim ; ))

Quando falo que também tenho meus defeitos o Igor já se manifesta “você não tem mãe, você não tem defeito”, falo que fico brava ou algo do tipo e ele logo vem argumentar que era com razão e que não poderia ser de outra forma. Como não derreter meu coração????

Morro de amores… com todas as atribulações da rotina e das diferenças, dos gostos e das prioridades de cada um, vivemos respeitando nossas vontades e nossas opiniões, isso eles fazem muito bem. São crianças leves, de coração aberto e muito, mas muito amadas.

Tudo a seu tempo….

27 de fevereiro de 2018

Dizem que pra tudo existe um tempo…. então… chegou o tempo de voltar a contar a nossa história por aqui.

Fiquei ausente por quase 3 anos e muitas coisas ocorreram nesse período, por mais que os anos pareçam estar cada vez mais curtos, muitas, mas muitas coisas aconteceram. Muitos desafios, crescimentos, novos rumos, decisões, conquistas e objetivos, alguns deles atingidos, outros não… outros perderam o sentido e novos surgiram, ganharam significado : )

Vou contar a partir de onde parei porque acredito que muitos irão se identificar, mas vou aos poucos, porque não quero que percam a real importância que tiveram, e mesmo que já tenha passado, alguém pode estar vivendo isso agora.

Escolhi compartilhar com vocês os acontecimentos, hoje consigo escrever sob uma perspectiva de quem observa a história depois que ela passou, porque sim… passa, passa rápido às vezes, às vezes passa devagar também … mas passa….e por isso não conseguia escrever no momento dos fatos que eram muitos… a emoção sempre foi o meu pulsar, o meu impulso, a minha razão, portanto, eu não tinha certeza se conseguiria expor aqui da melhor maneira, então esperei, esperei o tempo certo para contar que o meu casamento havia terminado, a empresa iria lançar os produtos e a nova marca no mercado, meus pais haviam retornado para a terra natal, e meus filhos cresciam como havia de ser….

Sim, uma união de 21 anos de relacionamento chegou ao fim e junto com ela um turbilhão de sentimentos, incertezas, inseguranças e novos rumos me assolaram por um tempo… o meu tempo eu diria.. alguns falam que foi pouco, mas pra mim, o suficiente para seguir em frente.

A empresa pela qual trabalhamos no projeto durante 6 anos estava chegando ao mercado…. o sentimento era de que um novo filho nascia, pois foram muitos anos de trabalho duro para que esse sonho se tornasse realidade.

Meus pais haviam decidido voltar para a nossa terra natal, e nesse momento, o que parece simples, se torna um abismo… o “porto seguro” indo embora… não exatamente embora… mas pra longe.

Em meio à nova vida de mãe de trigêmeos, empresária e solteira (solteira não, divorciada), busquei apoio nos amigos e na família para tomar as melhores decisões, nas quais, durante noites mal dormidas, ora por alguma criança doente, ora por happy hours estendidos, ora porque nunca havia pensado que isso aconteceria comigo, as maiores dúvidas eram:

  • deveria eu largar tudo e ficar perto dos meus pais?
  • deveria eu abandonar o trabalho que eu tanto amo e recomeçar em algum outro?
  • deveria eu levar as crianças comigo ou deixá-las com o pai?
  • deveria eu cavar um buraco bem fundo e nunca mais sair? (sim, essas ideias esquisitas às vezes me rondavam também)
  • deveria eu fingir que nada estava acontecendo e que aquele pesadelo acabaria na manhã seguinte?
  • deveria eu pedir a Deus que me desse forças, me desse coragem e iluminasse meus pensamentos e minhas ações para que o melhor acontecesse?

Bom, optei pela última alternativa, pedi a Deus que me ajudasse… e Ele me ajudou…

  • Dei todo o amor que cabia em meu coração às crianças para que elas entendessem e aceitassem a nova rotina… e elas entenderam
  • Dediquei meu tempo livre a redescobrir o que eu gostava de fazer sozinha… e descobri
  • Me arrumei para o trabalho… e trabalhei

Por fim… tudo foi se encaixando…. no meu tempo… no tempo certo…

O tempo foi mostrando que o melhor para todos seria manter a calma e viver um dia de cada vez para reorganizar a rotina, a casa, as crianças, o trabalho, a mãe de trigêmeos  e principalmente a Caroline… a Caroline que os trigêmeos escolheram como mãe e que desejava estar bem, forte e feliz para seguir em frente.

Por isso acredito cada vez mais que “devemos nos bastar em nós mesmos”, por mais que eu não acreditasse que eu fosse assim… acabei me convencendo de que realmente sou, e mais uma vez sou grata a tudo que aconteceu : )

Então, meu primeiro marido continuou sendo meu sócio e pai das crianças. Uma pessoa pela qual me sinto honrada em ter compartilhado a construção de tudo o que conseguimos juntos e principalmente pelos nossos filhos, mais três presentes da vida… e agora, com o novo tempo, um novo ciclo começou.

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Prometo que não vou sumir novamente… não, pensando melhor, não vou prometer… e sim, vou fazer o meu melhor pra que isso não aconteça.

Sejam bem vindos novamente : )

O sexto ano….

25 de novembro de 2015

Esse ano foi um dos mais intensos da minha vida… e olha que de intensidade eu entendo bem…

Em outro momento, quando for oportuno, conto mais sobre os acontecimentos.

Hoje, não poderia deixar de registrar aqui o sexto ano das crianças, com foco no ano escolar,  até porque esse blog foi sempre pensado nos amigos, mas principalmente, nos meus três filhos, amados….

Nós quatro…

Infelizmente, eles não puderam permanecer no Jardim de infância por motivo de idade. O corte da data de nascimento acabou obrigando os três a entrarem no primeiro ano do fundamental com apenas 5 anos, o que acho uma falta de sensibilidade e pressa desnecessária em alfabetizar crianças que têm a vida inteirinha para aprender esse tipo de coisa… ao contrário do brincar, que é só nessa fase da vida… subir em árvore, brincar de roda, fantasiar, acreditar em contos, em fadas, no papai noel…

Acho que já comentei aqui anteriormente que os três estudam em escola Waldorf, desde o Jardim. Graças ao apoio de familiares, amigos e anjos que encontramos no caminho, conseguimos construir a primeira escola de ensino fundamental Waldorf da região.

Lá, durante esse ano, as professoras desenvolveram com os menores da sala, algumas atividades voltadas para a idade deles e de acordo com o desenvolvimento humano de cada um… o que sempre me tranquilizou no sentido de estar no caminho certo…. Mas qual é esse caminho? E como saber se ele é o certo?

Simplesmente não sei….. não existe resposta pronta pra essas coisas…

Só que prefiro arriscar e proporcionar aos meus filhos a possibilidade de serem seres humanos felizes, independentemente da profissão que escolherem, independentemente dos bens materiais que conquistarem. Que consigam ouvir e seguir seu coração e que sempre trilhem o caminho da verdade…. por mais difícil que esse caminho seja, respeitando principalmente a sua intuição e seus valores, o seu ritmo de desenvolvimento e de evolução humana.

Isso é difícil? Sim… e muito…. Dá trabalho? Sim, muito mais…. Precisa ter coragem, e muita! Muita determinação para conseguir se manter firme em cada momento da vida…Manter o foco, respirar fundo e ouvir o coração…  Gera insegurança, medos, e riscos… um bocado deles também…

Este é o caminho certo? Não sei… mas é o que eu acredito, que eu acredito hoje….e se lá na frente eles acharem que não foi o caminho certo…. pedirei desculpas, sinceras, assumirei minha falha… e procuraremos o novo caminho a ser seguido… a nova história a ser traçada…e de repente sigo com eles… ou não….

Por enquanto vejo que estamos indo bem… ainda seguiremos por esta trilha… com muito amor, respeito e verdade…

Às vezes repenso as coisas que falo, quando eles me olham e dizem: – Mãe, não tem importância… (se quebraram meu castiçal de cima da mesa) … sim realmente não tem… se for pensar bem… a gente cola, a gente conserta ou simplesmente recicla…

Porque ouvir do Igor: – Mãe, estou tão feliz que nem sei o que te dizer….. (não precisa dizer mais nada… jamais esquecerei esse dia…)

Amor de Igor

Porque ouvir do Caio: – Mãe, achei que seria legal, mas não TÃO legal assim….. (quando ele foi comigo na fórmula 1)

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Porque uma das mensagens mais lindas que já ouvi foi da Júlia…. Na qual ela disse: “- te amo você…. te amo tooooooddoooooo mundo!” (quem estava lá comigo sabe que foi impagável)
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E isso….de verdade…. não tem preço…
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Os números de 2014… agradeço do fundo do coração por cada visita e desejo que 2015 seja iluminado!

30 de dezembro de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 48.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 18 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Coração apertado, mais uma etapa da vida….

9 de dezembro de 2014

Essa semana tivemos reunião na sala de aula das crianças. Não sei se já comentei aqui, mas escolhemos a pedagogia Waldorf para a educação dos pequenos, por se tratar de uma linha antroposófica, humanizada e nos identificarmos com ela.

O trio irá para o primeiro ano do fundamental no ano que vem, acho SUPER cedo, visto que irão completar os 6 anos somente no final de março.

Enfim, como leis são para serem seguidas, as crianças irão para a escola e deixarão o jardim de infância…

Não tinha caído a minha ficha dessa transição até a reunião com a professora e os pais da classe deles  hoje, e quando ela falou que na próxima semana seria o encerramento, imediatamente minha barriga gelou, fiquei com um nó na garganta e o pensamento longe, que me fez lembrar imediatamente do quanto chorei no ano passado quando assistimos ao teatro da época do natal com as crianças, a hora que eu olhei para as mães dos pequenos que iriam sair do jardim, simplesmente TODAS estavam soluçando de chorar….. claro que pensei…. Danou, ferrou, me lasquei… esse ano sou eu…

Falei pra todo mundo, sem pensar, sem nem perceber se havia interrompido alguma frase de alguma mãe: – Meu Deus, vou chorar horrores no encerramento esse ano…..

Na mesma hora começamos todas a lembrar do ano anterior e nossos olhos encheram-se de lágrimas… lágrimas de mudança, de transição, de medo, de pavor, de etapa finalizada, de missão cumprida, de perceber que eles estão crescendo… que não estarão mais no jardim de infância… que teremos novidades… “Que nossos passarinhos estão com as asas mais fortes, e com essas asas, deixam o ninho, para que novos passarinhos possam chegar….”

Ai, ai, ai… cadê meu lenço de papel?…. lá vem o frio na barriga de novo…. meu nó na garganta, minha lágrima no cantinho do olho…..

Minha cabeça até dói… mas acho que devem ser meus óculos que estão com o grau errado…. não posso esquecer meus óculos escuros no encerramento…. ai, ai, ai…..

Vou beber água, já volto….

……….

……….

Voltei, respirei fundo e agora tento de novo entender o que aconteceu, o que ainda acontece, o que vai acontecer no último dia de jardim de infância…. parece que lembro de todas as mães que conheci, quando eu era pequena, dizendo que filhos serão sempre crianças… por mais que cresçam, façam suas vidas, construam suas famílias e histórias… que envelheçam, que morem longe… mesmo assim, nos corações dos pais, serão sempre crianças….

 

 

 


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